O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para esta quinta-feira (5) uma reunião com economistas e integrantes do governo para discutir o avanço da dívida pública e os próximos passos da política fiscal.
O encontro ocorre em meio à pressão por medidas capazes de conter o crescimento do endividamento e melhorar as expectativas sobre as contas públicas.
Segundo o SBT News, foram chamados o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além dos ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega.
Governo quer comparar diagnósticos
Ao chegar ao Ministério da Fazenda, Durigan afirmou que pretende levar propostas e avaliações sobre os próximos passos da economia.
Segundo ele, o encontro servirá para comparar diagnósticos e discutir alternativas para as próximas semanas.
Até o momento, porém, não foi anunciada uma nova medida fiscal específica.
A reunião, portanto, ocorre em caráter de avaliação e formulação.
Dívida pública chega a R$ 9,383 trilhões
O debate ganhou força depois da divulgação dos dados mais recentes do Tesouro Nacional.
A Dívida Pública Federal chegou a R$ 9,383 trilhões em setembro.
Em agosto, o estoque estava em R$ 9,293 trilhões.
A alta nominal foi de 0,97%.
O crescimento ocorreu principalmente pela incorporação de R$ 89,46 bilhões em juros.
Dívida bruta supera 80% do PIB
Outro indicador acompanhado pelo mercado é a Dívida Bruta do Governo Geral.
Segundo o Banco Central, ela alcançou 82,9% do Produto Interno Bruto em agosto.
O valor correspondia a aproximadamente R$ 11,1 trilhões.
No acumulado do ano, a relação entre dívida e PIB aumentou 4,2 pontos percentuais.
Os juros foram um dos principais fatores dessa elevação.
Juros também pressionam as contas
O setor público consolidado acumulou R$ 1,182 trilhão em juros nominais nos 12 meses encerrados em agosto.
O valor representou 8,86% do PIB.
No mesmo período de 2025, os juros acumulados correspondiam a 7,61% do PIB.
Esse avanço ajuda a explicar a preocupação com a trajetória da dívida.
Governo busca conciliar ajuste e programas sociais
Lula já declarou publicamente preocupação com o crescimento do endividamento.
Ao mesmo tempo, o presidente tem defendido a manutenção dos programas sociais e dos investimentos considerados prioritários.
O desafio do governo será encontrar espaço para melhorar o resultado fiscal sem abandonar compromissos assumidos para o próximo mandato.
Pronunciamento também está previsto
Segundo o SBT News, Lula prepara ainda um pronunciamento em rede nacional para reforçar o compromisso do governo com as contas públicas.
A expectativa é de que o presidente tente sinalizar responsabilidade fiscal sem anunciar cortes em programas sociais.
Até o momento, porém, o conteúdo final do pronunciamento não foi divulgado.
A reunião desta quinta-feira poderá ajudar a definir as medidas e a estratégia econômica que serão apresentadas nas próximas semanas.






