Quatro anos depois, investigação de execução no Anel Viário termina com condenado a 18 anos em Tangará
Um homicídio que começou a ser investigado após um jovem ser encontrado morto às margens do Anel Viário de Tangará da Serra, em novembro de 2022, chegou a uma nova etapa quatro anos depois.
Gilberto Alves de Oliveira Junior, apontado pela Polícia Civil como executor da morte de Yago Machado Pereira, foi condenado pelo Tribunal do Júri a 18 anos e 5 meses de reclusão.
O julgamento ocorreu nesta semana, segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso.
Corpo foi encontrado na manhã de 18 de novembro de 2022
Yago Machado Pereira tinha 27 anos quando foi encontrado morto na manhã de 18 de novembro de 2022, às margens do Anel Viário.
Na época, a reportagem do Diário da Serra informou que ele era morador de Tangará da Serra e deixava dois filhos pequenos.
O corpo apresentava cinco ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.
Foram dois tiros nas costas, dois na região do ombro e um na nuca.
Uma cápsula de arma de fogo também foi encontrada nas proximidades.
Primeira suspeita era de que corpo tivesse sido levado ao local
Nos primeiros momentos da investigação, havia a suspeita de que Yago tivesse sido morto em outro ponto da cidade e posteriormente deixado às margens do Anel Viário.
Essa era, entretanto, uma hipótese inicial registrada logo após a localização do corpo.
A Polícia Civil assumiu a investigação e passou a trabalhar para reconstruir a dinâmica e identificar os envolvidos.
Investigação reuniu provas técnicas e testemunhais
Durante a apuração, a Polícia Civil reuniu diferentes elementos de prova.
Entre eles estavam laudos periciais, exame necroscópico, confronto necropapiloscópico e depoimentos.
Segundo a corporação, esse conjunto permitiu esclarecer circunstâncias do homicídio e sua motivação.
Ao final dessa fase, três pessoas foram indiciadas pelo crime de homicídio qualificado.
Gilberto foi apontado como executor
Entre os investigados estava Gilberto Alves de Oliveira Junior.
De acordo com a Polícia Civil, ele foi apontado como responsável pela execução de Yago.
O caso avançou para a Justiça e chegou ao Tribunal do Júri.
Após o julgamento, Gilberto foi condenado a 18 anos e 5 meses de prisão.
Caso atravessou quatro anos de investigação e processo judicial
Quando Yago foi encontrado morto, em novembro de 2022, ainda não havia informação pública sobre autoria ou motivação.
A própria reportagem publicada naquele dia registrava apenas os primeiros vestígios e o início das diligências policiais.
Com o avanço da investigação, novos elementos foram reunidos até que três pessoas fossem indiciadas.
Agora, quase quatro anos depois do crime, um dos investigados apontados como executor recebeu condenação pelo Tribunal do Júri.
Situação dos outros investigados
A nota mais recente divulgada pela Polícia Civil informa que três pessoas foram indiciadas pelo homicídio.
No entanto, o material não detalha a atual situação processual dos outros dois investigados.
A condenação de Gilberto representa, portanto, o encerramento de uma etapa do processo, mas não necessariamente o fim de todos os procedimentos judiciais relacionados ao caso.
Polícia Civil destaca trabalho investigativo
A Polícia Civil afirmou que a condenação é resultado do trabalho de investigação desenvolvido para esclarecer crimes contra a vida.
Segundo a instituição, a apuração reuniu provas técnicas e testemunhais que ajudaram a identificar os envolvidos e subsidiaram o processo criminal.
O caso, iniciado com a localização de um corpo às margens do Anel Viário em 2022, chega agora a uma das etapas mais importantes da responsabilização judicial dos investigados.






