O vereador Jurelino Monteiro Caldas (União), de Novo Horizonte do Norte, é acusado de ameaçar agredir a filha de 17 anos da também vereadora Eliane dos Reis Maria (União) durante uma discussão em uma lanchonete da cidade.
Segundo boletim de ocorrência registrado pela mãe da adolescente, o parlamentar teria ameaçado “meter a mão na cara” da jovem para que ela aprendesse a respeitá-lo.
O episódio ocorreu na noite de sexta-feira (11), em um estabelecimento localizado na região central do município.
Discussão teria começado após cumprimento
Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, a adolescente estava em uma mesa acompanhada de outras pessoas quando Jurelino chegou ao local e cumprimentou os presentes.
O vereador teria estendido a mão para a jovem, que respondeu verbalmente “boa noite”, mas não correspondeu ao aperto de mão.
Segundo a ocorrência, a situação teria provocado irritação no parlamentar, que passou a fazer comentários e se exaltou durante a conversa.
Ainda de acordo com a versão registrada pela mãe, Jurelino teria afirmado que, por ser uma autoridade, deveria ser respeitado e que a adolescente não poderia se recusar a cumprimentá-lo.
Vereador teria feito ameaça
Pessoas que estavam no estabelecimento teriam tentado acalmar o vereador e afastá-lo da mesa.
Mesmo assim, conforme consta no boletim, Jurelino teria continuado exaltado e ameaçado “meter a mão na cara” da adolescente para que ela aprendesse a respeitá-lo.
A ocorrência também relata que o parlamentar teria mencionado a condição da jovem como filha de uma vereadora.
Durante a discussão, Jurelino teria ainda afirmado ser funcionário público e receber aproximadamente R$ 50 mil mensais, declaração que, segundo a versão apresentada à polícia, foi interpretada como forma de intimidação.
Mãe quer representar criminalmente
Eliane procurou a Polícia Civil na manhã seguinte e registrou o boletim de ocorrência como representante legal da filha.
A vereadora também manifestou formalmente interesse em representar criminalmente contra Jurelino.
O caso foi classificado inicialmente como ameaça e deverá ser apurado pela Polícia Civil, que poderá ouvir os envolvidos e testemunhas presentes no estabelecimento.
Vereador nega acusação
Procurado posteriormente por um veículo local, Jurelino afirmou que tomou conhecimento da ocorrência pela imprensa e negou que os fatos descritos pela vereadora tenham acontecido.
O parlamentar também informou que procuraria a Polícia Civil para conhecer formalmente o conteúdo da denúncia.
O boletim de ocorrência registra a versão apresentada pela mãe da adolescente e não representa, por si só, comprovação de responsabilidade criminal. O caso permanece sujeito à investigação, ao contraditório e à defesa do vereador.






