Acusado de matar policial militar é preso após longo período foragido no Complexo do Alemão

Foto: Reprodução/PMMT

Um homem apontado pela polícia como autor do assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso foi capturado nesta quarta-feira (7), após permanecer quase dois anos foragido. Identificado como Rafael Amorim de Brito, ele estava escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e foi detido no momento em que deixava o local para cometer um roubo em uma casa no município de Itaboraí.

O crime ocorreu em 28 de maio de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, em Cuiabá (MT), quando o sargento Odenil foi surpreendido por disparos enquanto estava em uma lanchonete nas proximidades. Atingido na nuca, ele foi socorrido mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Rafael passou a ser um dos mais procurados do estado. Em junho de 2024, ele chegou a ser avistado no apartamento da irmã, em Várzea Grande, mas conseguiu fugir por uma área de mata, frustrando a ação policial.

Investigações posteriores indicaram que ele teria recebido apoio do Comando Vermelho (CV), facção criminosa com forte presença no Rio de Janeiro, para se esconder na região do Alemão, onde permaneceu por cerca de 19 meses antes de ser capturado.

Durante o período em que esteve foragido, o governo de Mato Grosso chegou a oferecer recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem ao paradeiro de Rafael, apelidado pela mídia de “Lázaro Cuiabano”, numa referência a outro fugitivo notório no país.

Apoiadores da fuga, incluindo um homem conhecido como “Tucão”, apontado como membro do Conselho Final do Comando Vermelho e suspeito de facilitar a evasão de Brito para o Rio de Janeiro, já haviam sido detidos em 2025 em outra operação policial na capital fluminense.

A prisão de Rafael foi resultado de um trabalho conjunto das forças de segurança de Mato Grosso e do Rio de Janeiro. De acordo com autoridades, a proteção recebida pelo grupo criminoso dificultou as tentativas anteriores de capturá-lo.

Além de responder pelo homicídio do sargento, Rafael possui antecedentes por estupro, roubo e tráfico de drogas. Após a formalização da transferência, ele será levado de volta a Mato Grosso para responder pelos crimes que lhe são atribuídos.

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