A ex-deputada federal Rosa Neide afirmou que o Brasil está atrasado em relação a outros países no debate sobre jornada de trabalho e defendeu a proposta do governo federal que prevê o fim da escala 6×1. A declaração foi dada nesta quarta-feira (15), durante entrevista concedida na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Ao comentar o projeto encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, Rosa Neide afirmou que a medida tem potencial de ampla repercussão entre os trabalhadores. Segundo ela, a discussão não deve ser vista isoladamente, mas como parte de um conjunto de pautas do governo com forte apelo social.
Na avaliação da ex-parlamentar, diversos países já adotam rotinas semanais com dois dias de descanso, enquanto o Brasil ainda mantém modelos considerados mais rígidos. Ela defendeu que o trabalhador tenha mais tempo para si e para a família, com melhor distribuição entre vida profissional e pessoal.
Rosa Neide também afirmou acreditar que a maior parte da sociedade brasileira deve apoiar a proposta. Para ela, a reorganização da jornada pode representar não apenas mudança trabalhista, mas também impacto direto na qualidade de vida e na gestão do tempo pelos trabalhadores.
Questionada sobre possível aumento de custos para empresas e repasse ao consumidor final, a ex-deputada disse que não considera esse efeito automático. Como argumento, citou experiências observadas durante a pandemia, quando empresas públicas e privadas adaptaram a rotina de trabalho sem, necessariamente, comprometer a produtividade.
Ela também apontou o avanço da tecnologia como um elemento importante nesse processo, ao defender que máquinas e novas ferramentas podem permitir ajustes na carga horária sem prejuízo à produção. A proposta mencionada na entrevista prevê jornada semanal de 40 horas, dois dias de descanso remunerado e vedação a qualquer redução salarial.







