Um idoso de 71 anos perdeu mais de R$ 300 mil após cair em um suposto esquema de manipulação emocional envolvendo promessas de “cura espiritual”, em Lucas do Rio Verde.
O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso, que deflagrou na sexta-feira, 8 de maio de 2026, a Operação Hipnose Financeira para apurar o crime de estelionato praticado contra vítima vulnerável.
Segundo as investigações, o primeiro contato entre o idoso e uma das suspeitas teria ocorrido em um supermercado da cidade. Após a aproximação, a vítima teria sido convencida de que sofria de uma doença grave.
A partir disso, o homem passou a realizar pagamentos frequentes para custear supostos “trabalhos espirituais” e rituais religiosos que prometiam a cura da enfermidade.
Com o passar dos meses, familiares perceberam mudanças bruscas no comportamento do idoso. Segundo relatos à polícia, ele começou a fazer transferências via Pix para contas desconhecidas, tentou contratar empréstimos bancários e chegou a pedir dinheiro emprestado para parentes, amigos e vizinhos.
Ainda conforme a Polícia Civil, testemunhas relataram que o idoso apresentava sinais de abalo emocional, isolamento familiar e forte dependência psicológica das suspeitas. Os familiares também relataram suspeitas de ameaças emocionais e pressão constante para novos pagamentos.
Entre as cobranças mais recentes identificadas durante a investigação, estaria um pedido de R$ 15 mil para dar continuidade aos supostos rituais espirituais.
Ao todo, foram cumpridas sete ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Sinop contra investigadas suspeitas de participação no esquema.
Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico e telemático das investigadas, bem como a indisponibilidade de bens e valores.
As investigações apontam que o grupo pode ter atuação interestadual, com registros semelhantes em outras cidades de Mato Grosso e possíveis vítimas em diferentes regiões do país.
Segundo a Polícia Civil, a alta mobilidade das suspeitas dificultava a localização e o avanço das apurações. O caso segue sob investigação.







