A Polícia Civil de Mato Grosso apreendeu aproximadamente 911 kg de pescado irregular durante uma operação contra a pesca predatória na região metropolitana de Cuiabá.
A ação foi realizada na terça-feira, 2 de junho, pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente, Dema. As investigações começaram após denúncias anônimas sobre a prática recorrente de pesca predatória nas proximidades da Ponte Sérgio Motta.
Vídeos divulgados nas redes sociais, mostrando pescadores utilizando redes na região, também ajudaram no avanço das apurações.
Durante o monitoramento no Praeirinho, os policiais identificaram uma residência que estaria sendo usada como ponto de recebimento e distribuição de pescado irregular.
No imóvel, os investigadores encontraram dois suspeitos e apreenderam 232,25 kg de pescado armazenados em freezers e tambores. Entre as espécies estavam pintado, dourado, piraputanga, pacupeva, pacu e piranha.
Segundo a Polícia Civil, pintado, dourado, piraputanga, pacupeva e pacu estão entre as espécies protegidas pela Lei do Transporte Zero.
Além dos peixes, foram apreendidos freezers, balanças, máquina de corte, materiais usados na confecção de redes de pesca, celulares e agendas com anotações sobre compra e venda de pescado.
As informações levantadas no imóvel levaram os policiais até uma peixaria na Feira do Praeirinho. A fiscalização foi realizada em conjunto com fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Sema, e do Juizado Volante Ambiental, Juvam.
No comércio, foram apreendidos outros 678,75 kg de pescado sem documentação que comprovasse a origem dos produtos ou em desacordo com a legislação ambiental.
Ao todo, as duas ações resultaram na apreensão de cerca de 911 kg de pescado irregular.
Três pessoas foram presas em flagrante. De acordo com a Polícia Civil, entre elas estão um pescador apontado como fornecedor, um homem suspeito de atuar na compra e revenda dos peixes e o proprietário da peixaria fiscalizada.
Os suspeitos foram encaminhados à Dema e autuados por crime ambiental relacionado à pesca predatória.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na cadeia de transporte, armazenamento e comercialização de pescado oriundo da pesca predatória na região metropolitana de Cuiabá.






