PSD defende autonomia regional e mantém apoio a Lula em Mato Grosso

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente do PSD em Mato Grosso, senador Carlos Fávaro, afirmou que o partido deverá manter apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado nas eleições de 2026.

A declaração foi feita nesta segunda-feira, 20 de julho, em Cuiabá.

O posicionamento ocorre mesmo após o PSD lançar o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República.

Segundo Fávaro, a decisão em Mato Grosso segue a orientação da direção nacional da legenda, que permite autonomia aos diretórios estaduais para construir alianças conforme a realidade política de cada região.

Durante entrevista coletiva, o senador afirmou que os partidos devem manter candidaturas próprias na disputa presidencial, mas ressaltou que as estratégias estaduais podem seguir caminhos diferentes.

Ao citar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, Fávaro disse que a sigla respeita a diversidade interna e busca preservar os interesses eleitorais de cada Estado.

Como exemplo, o senador mencionou lideranças do PSD em outras regiões que também devem apoiar Lula, apesar da candidatura própria da legenda ao Palácio do Planalto.

Entre os nomes citados estão Eduardo Paes, no Rio de Janeiro; Raquel Lyra, em Pernambuco; Fábio Mitidieri, em Sergipe; Omar Aziz, no Amazonas; além do próprio Fávaro, em Mato Grosso.

Questionado sobre a campanha eleitoral, Fávaro afirmou que seu material deverá trazer a imagem do presidente Lula.

Segundo ele, o PSD de Mato Grosso deve integrar uma ampla aliança liderada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, além de outras siglas de centro e esquerda.

Fávaro declarou que Lula será o candidato a presidente da coligação que ele pretende apoiar no Estado.

Apesar da diferença entre a candidatura nacional do PSD e os palanques estaduais, o senador descartou qualquer conflito interno ou infidelidade partidária.

Para Fávaro, a legislação eleitoral permite alianças diferentes nos Estados, e a autonomia regional faz parte da estratégia política da legenda.

O senador também reforçou que o PSD busca construir palanques de acordo com as particularidades políticas de cada unidade da federação.

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