O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo, afirmou nesta quarta-feira (22) que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não será fechado no Estado. A declaração foi feita durante convocação da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, em meio a questionamentos sobre mudanças no modelo de atendimento pré-hospitalar.
Segundo o secretário, não existe previsão de encerramento das atividades nem de desativação das unidades já existentes. Ele explicou que o funcionamento do Samu ocorre dentro de um modelo federativo, no qual os municípios são responsáveis pela adesão e implantação das bases, com custeio dividido entre União, Estado e prefeituras.
Atualmente, cerca de 20 municípios mato-grossenses contam com unidades municipais do Samu em funcionamento. Para ampliar a cobertura em regiões onde o serviço ainda não está estruturado, o Estado passou a adotar cooperação com o Corpo de Bombeiros, integrando profissionais de saúde às equipes e vinculando o atendimento à regulação médica estadual.
Na Baixada Cuiabana, a reorganização elevou de 12 para 25 o número de unidades envolvidas no atendimento, considerando a atuação conjunta entre Samu e Bombeiros. Conforme os dados apresentados, o tempo médio de resposta caiu de cerca de 25 minutos para 17 minutos na região metropolitana. Em Várzea Grande, a média registrada foi de 18 minutos.
A Secretaria de Estado de Saúde também informou que houve aumento superior a 50% no volume de atendimentos em alguns períodos após a reestruturação do sistema. Além disso, está prevista a implantação de mais 28 bases do Samu, em um modelo de financiamento compartilhado entre os entes públicos.
Ao final da apresentação, Juliano Melo reiterou que o objetivo das mudanças é reorganizar e ampliar a cobertura do atendimento pré-hospitalar, e não encerrar o serviço. A expansão, porém, ainda não alcança todos os municípios do Estado.







