Tangará da Serra lidera alertas de desmatamento em Mato Grosso

Foto: Reprodução

Mato Grosso registrou 8.154 alertas de desmatamento e outras alterações na cobertura vegetal nativa em apenas um mês. Os dados são da plataforma de monitoramento por satélite da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Sema-MT, em parceria com a empresa SCCON.

O levantamento considera o período de 27 de abril a 27 de maio de 2026. Ao todo, foram identificados cerca de 80,8 mil hectares sob alerta em 149 municípios monitorados.

Tangará da Serra aparece como o município com maior área sob alerta no Estado. Segundo o relatório, foram 18,4 mil hectares identificados no município, o equivalente a quase um quarto de toda a área detectada em Mato Grosso no período.

Na sequência do ranking aparecem Paranatinga, com 4,9 mil hectares; São Félix do Araguaia, com 4,8 mil; Gaúcha do Norte, com 4,6 mil; e Colniza, com cerca de 4 mil hectares.

Os dez municípios com maior área atingida concentraram, juntos, quase 58% de todo o território sob alerta no Estado.

Quando o levantamento considera o número de ocorrências, e não a área total, Colniza aparece na liderança, com 592 registros. Tangará da Serra ocupa a segunda posição em quantidade de alertas.

A maior parte da área detectada foi classificada como corte raso, quando ocorre a remoção total da vegetação. Essa categoria respondeu por cerca de 42,8 mil hectares, mais da metade do total registrado no período.

Também foram identificadas cicatrizes de queimada, com 17,2 mil hectares, e áreas de abertura de acessos, como estradas e ramais em meio à vegetação, com 13,6 mil hectares.

O relatório ainda aponta registros de degradação florestal e cerca de 1,2 mil hectares relacionados à extração mineral e ao garimpo.

A plataforma usada pela Sema-MT está em funcionamento desde 2019 e utiliza imagens diárias de satélite para detectar mudanças na vegetação quase em tempo real.

Com base nos alertas, o órgão ambiental pode notificar proprietários rurais e adotar medidas como multas e embargos, após cruzamento dos dados com o Cadastro Ambiental Rural.

Apesar dos números, a própria matéria destaca que os alertas não representam, por si só, a confirmação de desmatamento ilegal. Cada caso precisa ser analisado pela fiscalização, já que parte das remoções de vegetação pode ter autorização ambiental.

Os dados funcionam como ponto de partida para as ações de fiscalização e controle ambiental em Mato Grosso.

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