Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 3 de junho, mostra que a maioria dos brasileiros aprova a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital, PCC, e o Comando Vermelho, CV, como organizações terroristas.
De acordo com o levantamento, 53,1% dos entrevistados aprovam a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. Outros 44,7% desaprovam a medida, enquanto 2,2% não souberam responder.
A pesquisa foi divulgada em meio à repercussão da decisão do governo norte-americano, que anunciou o enquadramento do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. A medida passa a valer a partir de 5 de junho de 2026.
Apesar da aprovação majoritária, o levantamento mostra que o tema divide opiniões sobre os possíveis efeitos para o Brasil.
Segundo a AtlasIntel, 47,7% dos entrevistados avaliam que a decisão representa risco à soberania nacional, por abrir espaço para eventual intervenção estrangeira no país. Já 44,7% entendem que a medida é necessária para combater o crime de forma mais efetiva. Outros 7,3% consideram a classificação simbólica, sem grandes consequências práticas.
O governo Lula se posicionou contra a classificação das facções como organizações terroristas. A avaliação do Palácio do Planalto é de que a medida pode gerar riscos diplomáticos, econômicos e jurídicos, além de abrir margem para interferência externa em temas de segurança pública nacional.
Nos Estados Unidos, a classificação foi defendida como parte de uma estratégia de combate ao crime organizado transnacional. Autoridades norte-americanas afirmam que as facções brasileiras atuam além das fronteiras do país e mantêm redes criminosas ligadas ao tráfico e a outras atividades ilícitas.
O tema também ganhou peso político no Brasil. Levantamentos recentes indicam que parte expressiva do eleitorado considera a posição dos candidatos sobre o assunto relevante para a decisão de voto. Segundo a AtlasIntel, 50,8% dos brasileiros disseram que votariam com mais facilidade em um candidato favorável à classificação de PCC e CV como organizações terroristas.
A discussão deve continuar no centro do debate público nos próximos dias, especialmente por envolver segurança pública, soberania nacional, cooperação internacional e o combate às facções criminosas.






