“Vasco”, apontado como braço direito de líder do CV em MT, é preso em academia no Rio

Guilherme Moura da Silva, conhecido como “Vasco”, apontado pela Polícia Civil como operador financeiro e braço direito de uma liderança do Comando Vermelho em Mato Grosso, foi preso na noite de quinta-feira (20), no Rio de Janeiro.

A prisão ocorreu enquanto o suspeito treinava em uma academia localizada na Avenida Itaóca, no bairro Inhaúma, na Zona Norte da capital fluminense, nas proximidades do Complexo do Alemão.

Contra Guilherme havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Mato Grosso. A localização dele foi possível após troca de informações entre os setores de inteligência das polícias civis de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.

Segundo as investigações, “Vasco” seria homem de confiança de Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Guilherme teria atuação estratégica na estrutura financeira da organização criminosa, sendo responsável por movimentações de recursos ligados ao grupo. O mandado de prisão está relacionado a investigação envolvendo organização criminosa e lavagem de dinheiro.

No momento da abordagem, o suspeito não ofereceu resistência. Ele foi levado para a 44ª Delegacia de Polícia de Inhaúma e posteriormente encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

“Batman” continua foragido

Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, continua procurado pelas autoridades.

Ele está foragido desde setembro de 2024, quando rompeu a tornozeleira eletrônica depois de obter progressão para o regime semiaberto. Após a fuga, a Justiça determinou a regressão para o regime fechado e expediu novo mandado de prisão.

O nome de “Batman” consta ainda no Programa Captura, iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que reúne criminosos considerados prioritários para localização e prisão.

As investigações apontam que ele pode estar escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, de onde supostamente coordenaria à distância atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à estrutura financeira da facção em Mato Grosso.

A Polícia Civil ainda não informou quando Guilherme Moura da Silva será transferido para Mato Grosso.

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