A Polícia Judiciária Civil apura uma suspeita de escuta clandestina no gabinete da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, após a identificação de sinais eletromagnéticos considerados atípicos em pontos de energia do local. A suspeita surgiu durante uma varredura técnica realizada em 19 de março e foi formalizada por meio de boletim de ocorrência encaminhado à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção.
Segundo a reportagem, a inspeção tinha como objetivo localizar possíveis dispositivos clandestinos de captação ou transmissão de áudio e vídeo. Durante o procedimento, um detector portátil de radiofrequência indicou atividade incomum em três tomadas instaladas no gabinete.
Os pontos analisados eram destinados originalmente ao sistema de campainha, mas estavam inoperantes e sem função aparente. Ainda assim, apresentaram resposta ativa ao equipamento de varredura, o que levantou a hipótese de existência de transmissores ocultos. Até o momento, porém, não há confirmação técnica sobre a natureza da eventual transmissão.
Diante dos indícios encontrados, dois dos pontos considerados suspeitos foram isolados, retirados do local e encaminhados para perícia especializada. O exame deverá indicar se havia dispositivos instalados, qual era a funcionalidade deles e se existia capacidade de captar informações do ambiente.
No momento da vistoria, estavam presentes apenas o responsável pela inspeção e a chefe de gabinete, Ana Helena Paroli, que figura no boletim como comunicante e testemunha. A prefeita aparece como vítima na ocorrência.
O boletim foi registrado no mesmo dia e o caso foi classificado, de forma inicial, como violação de lugar ou objeto. A confirmação sobre eventual escuta clandestina dependerá do resultado da perícia técnica. A apuração ocorre em meio a um cenário de tensão política entre o Executivo e o Legislativo de Várzea Grande.







