A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso identificou atividade de garimpo ilegal e exploração irregular de madeira dentro do Parque Estadual Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, em Colniza. A constatação foi feita durante uma operação de fiscalização realizada entre 24 de março e 3 de abril.
Conforme a apuração, as equipes localizaram estruturas típicas de mineração clandestina, como rampas de lavagem, barramentos em cursos d’água e vestígios do uso de escavadeiras. Também foram encontrados acampamentos improvisados no interior da floresta, com barracas, alimentos, eletrodomésticos e objetos pessoais.
Durante a ação, cinco pessoas foram flagradas na área, mas fugiram para dentro da mata ao perceberem a chegada dos fiscais. As estruturas usadas nas atividades ilegais foram desmontadas e inutilizadas.
Além do garimpo, a fiscalização apontou sinais de exploração ilegal de madeira. Os agentes encontraram tratores, pás-carregadeiras e guinchos utilizados na retirada de toras, além de 26 árvores já abatidas de diferentes espécies. Segundo a Sema, os danos atingiram a vegetação nativa, com abertura de trilhas dentro da floresta e áreas degradadas pela exploração seletiva.
A checagem nos sistemas oficiais mostrou que não existe autorização para qualquer tipo de atividade econômica dentro da área protegida. Um homem foi flagrado operando maquinário e deverá ser autuado. A multa prevista pode chegar a R$ 200 mil.
Em outros pontos da operação, os fiscais encontraram novas áreas com indícios de crimes ambientais, como trilhas de arrasto, madeira extraída e uma pá-carregadeira escondida na mata. Próximo a um curso d’água, também foram identificados barramentos formando tanques usados no garimpo, além de três rampas de lavagem e marcas recentes de escavadeiras.
A ação integra a Operação Amazônia, que reúne órgãos estaduais e federais no combate a crimes ambientais em Mato Grosso. Segundo a matéria, a força-tarefa inclui monitoramento por satélite, fiscalização em campo, embargo de áreas e apreensão de equipamentos. A operação contou com apoio da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Militar.







